A tradicional imagem do jogador de várzea coberto de poeira após o apito final está sendo substituída por chuteiras limpas e campos impecavelmente verdes. A proliferação das arenas de grama sintética nos centros urbanos é a maior mudança estrutural do futebol amador na última década. Com drenagem eficiente e manutenção simplificada, esses espaços garantem jogo o ano todo.
Para os clubes, a mudança representa uma nova fonte de receita através do aluguel de horários e da venda de publicidade em placas. Para o esporte, o ganho é técnico: a bola corre mais rápido e o jogo fica mais dinâmico. Embora os saudosistas lamentem o fim do terrão, a LEDV observa que essa evolução é o que permite à várzea competir com outras formas de lazer moderno, mantendo as comunidades unidas em torno do esporte.
